Dia das Mães – 2022


Domingo, 8 de maio.

Domingo do Bom Pastor

Ainda hoje, entre os judeus, é celebrada a festa das luzes, a Chanucá que fica próximo do Natal. E neste momento, em que Jesus está ali com o seu povo que celebrava esta festa e comemorava a restauração do templo, os fariseus se direcionaram a Cristo questionando se Ele iria dizer se de fato era o filho de Deus ou não.

Mas Jesus sabia que se dissesse que era o filho de Deus, seria preso e condenado naquele momento, mas Jesus precisava completar sua missão, então começou a falar aquilo que de fato ele é, mas de modo figurado, dizendo: “Eu sou o bom pastor e minhas ovelhas reconhecem a minha voz!”

Já os fariseus não faziam parte do rebanho de Cristo porque não reconheciam a sua voz, pois não conseguiam discernir a voz do filho de Deus. O Bom Pastor é aquele que cuida de suas ovelhas e elas o seguem.

Nós cristãos, no meio de tantos barulhos do mundo (tentações), somos chamados a escutar o chamado de Deus. Não é fácil nos esvaziarmos para escutarmos a sua voz, porque enquanto escutamos a palavra de Deus, está passando por nossas mentes um turbilhão de preocupações e dificuldades.

Na missa, é mais importante escutarmos a proclamação da leitura do que acompanharmos o missal, Deuteronômio 6, 4 vai dizer: “Escuta Israel!”, pois a tradição judaica é a da leitura e não da escuta, porque devemos exercitar os ouvidos através da audição, pois com isso aprenderemos a discernir, ou seja, separar as coisas para compreender a vontade de Deus.

“Ninguém arrebatará as ovelhas de minhas mãos, porque foi o Pai as quem me deu.” Deus nos escolheu, através do batismo, para que fossemos filho(a) dele, e este é o grande presente que Ele nos deu, de sermos seus filhos. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, mas foi ele quem nos escolheu.

Por isso devemos temer a Deus, mas não no sentido de termos medo Dele, mas de o respeitarmos. Devemos ter medo de pecar porque o pecado nos leva à morte, e em muitos casos, até a morte física.

O bom pastor cuida de suas ovelhas com a própria vida. Assim como os pais são capazes de entregar a vida por seus filhos, Jesus se entregou por nós com sua vida na cruz, para que pertencêssemos ao seu rebanho, mesmo sabendo que viveríamos situações de pecado.

Na parábola da ovelha perdida, quando esta se perde, o pastor deixa as 99 ovelhas em um lugar protegido para ir ao encontro daquela. O mesmo acontece quando nos afastamos de Deus, e por conta da nossa ira, acabamos “pagando” pelos pecados que cometemos. Não que isto seja um castigo, mas se tivermos discernimento, entenderemos que Deus permitiu tal situação para nos educar.

Castigo envolve ira, impaciência, ódio, e isto não faz parte da dimensão de Deus, porque não se trata um mau com outro mau, a educação pressupõe a correção. Jesus coloca suas ovelhas desgarradas em seus ombros.

Na primeira leitura São Paulo foi pregar na Antioquia e, ao pregar o evangelho, foi motivo de inveja aos fariseus que não aceitaram a palavra de Deus. E ao sair de lá, São Paulo pregou para os pagãos que aceitaram a palavra de Deus com alegria. Diante disso, São Paulo se tornou o pastor das ovelhas que não faziam parte do rebanho do Senhor.

Jesus também quer que sejamos pastores, que pastoreemos as pessoas que precisam de uma palavra de amor e de consolo, talvez com uma voz de correção, mas sempre buscando obedecer a Deus.

Hoje queremos prestar homenagem a todas as mães, mulheres que exercem o pastoreio na família. Queremos oferecer este ministério, este pastoreio sublime das mães, que a partir da sua maternidade se colocam a serviço de Deus cuidando do seu dom mais precioso que são seus filhos.

A vocação materna está alicerçada na grande vocação de Deus, em dar a vida pelos seus filhos, e se hoje celebramos o dom da maternidade, é porque Deus quis tornar este território sagrado. A mãe é tão importante que Deus quis ter uma. Nossa senhora é o modelo de todas as mães, porque criou seu filho para o projeto de Deus.

Obviamente que para ser mãe, há um pai, e neste contesto de celebração da maternidade, onde o território sagrado é a família, e as mães são enaltecidas na sua vocação maternal, a bênção de Deus é manifestada.

Que Deus possa abençoá-las e fortalecê-las em todos os momentos para que vocês sejam felizes na construção do lar juntamente com seus esposos.

AVISOS:

Palestra com Pe. Manoel dia 31 de maio às 20h

Tema: A Presença De Deus Na Vida Das Famílias

Local: Salão de Festas do SPFC

2º Domingo da Páscoa – 2022


Domingo, 24 de abril.

Hoje estamos na oitava de Páscoa, totalizando os 8 dias de festa pascal. Somente três festas têm a oitava durante o ano: a Páscoa, o Natal e Pentecostes.

É uma tradição judaica celebrar 8 dias de festas, tanto é, que na época de Cristo, os judeus comemoravam as festas de casamento durante 8 dias, por isso que na Bodas de Canaã faltou vinho.

Jesus Cristo Ressuscitou vencendo a morte e o pecado. Por isso somos cristãos porque cremos na ressurreição e não na reencarnação, já os espíritas, por mais que sigam os ensinamentos de Cristo, nunca serão cristãos porque acreditam na reencarnação.

O que significa viver a ressurreição nas nossas próprias vidas? Significa que nossas vidas deve ser um sinal de Cristo ressuscitado, mas quando estamos diante do pecado, a ressurreição vai por água abaixo. A ressurreição não é um dado para depois da morte, mas sim para agora.

Vivemos como um ressuscitado? somos capazes de vencermos as mortes diárias, como os fracassos do dia-a-dia? Se tivermos fé sim, venceremos a morte existencial. A ressurreição é a capacidade de entramos na morte e sairmos da mesma.

Somos seres humanos, por isso precisamos de alguém que, sendo ser humano, entrou na morte e saiu vitorioso. Por isso ser cristão é, além de tudo, uma necessidade existencial. Devemos persistir na fé.

São Paulo é um grande exemplo de persistência na fé, além de sofrer inúmeras rejeições durante sua vida de pregação,  foi, por último, decapitado e antes disso ainda escreveu para uma comunidade: “Combati o bom combate, terminei a carreira e guardei a fé! O que resta agora é coroa conquistada por Jesus.” E continua: “Sei em quem coloquei a minha esperança!”

Devemos aceitar a nossa cruz porque sabemos que não estamos sozinhos. Jesus Cristo não é um Deus qualquer é, além do mais, o único Deus, que se encarnou como nós, foi solidário conosco porque sofreu como nós, pagou pelos nossos pecados se entregando na Cruz  e venceu a morte para que fossemos libertos.

Só podemos amar o próximo se tivermos a vida plena dentro de nós, e essa vida plena é a nossa ressurreição. Crer em Jesus Cristo é permitir que Ele nos liberte das mortes para que ressuscitemos com Ele para esta vida nova.

O evangelho de hoje fala sobre a fé de São Tomé. Após a ressurreição de Cristo os discípulos disseram a Tomé que viram o Senhor e São Tomé disse que só acreditaria se o visse e se tocasse em suas feridas. Logo Jesus aparece a Tomé e diz: “A paz esteja convosco!”

Tomé pede para tocar as mãos e o lado de Jesus. São João tem o cuidado de dizer no evangelho que São Tomé é gêmeo, porque o gêmeo de Tomé somos todos nós, que só acreditamos vendo. Feliz aquele que acreditou sem ver.

Como é que podemos crer em Jesus? através de suas obras, pelos sinais concretos e visíveis daquilo que Ele fez e faz ainda hoje através de nós. O bem que fazemos, a caridade e o amor ao próximo é um sinal de Jesus Cristo Ressuscitado.

AVISOS:

Inscreva-se nesse link:
https://forms.gle/bdX4yAQVoiqKcgVg9

Páscoa do Senhor – 2022


Domingo, 17 de abril.


Chegamos ao ápice da quaresma depois de 40 dias na tentativa de se converter, vivenciando o jejum, a esmola e a caridade. No domingo passado, com os ramos, saudávamos a entrada de Jesus em Jerusalém. Naquela época, este mesmo povo que saudou Jesus, também o condenou na cruz.

Padre Manoel em sua homilia ressaltou que nós católicos temos uma maneira de ler a sagrada escritura diferente de nossos irmãos protestantes, porque nós a lemos a partir da celebração da própria Palavra, pois participar de uma celebração é vivenciar uma realidade em que Cristo vence a morte e o pecado, por isso a morte não tem poder sobre nós.

Jesus veio para nos mostrar que assim como Ele, somos feitos para a vida eterna. Por isso daqui a alguns dias celebraremos a ascensão de Cristo aos céus, que se revelará aos discípulos como ressuscitado.

Jesus, depois de ressuscitado, não voltou somente para caminhar com os discípulos, mas sim para caminhar com todos nós. Pois se não acreditarmos na ressurreição, iremos nos apegar as coisas do mundo, que de nada adiantará se nesta vida tudo é passageiro.

Deus não condena o materialismo, só não quer que sejamos escravos e idolatras. Veja a história do povo de Israel, bastou ter um pouco de prosperidade para começar a desviar o olhar de Deus e a adorar os ídolos daquela época. Deus não se afasta das pessoas, é o pecado que afasta as pessoas de Deus. E Deus não castiga, Ele educa, Deus é como um pai que corrige seu filho e se o filho não aceita a correção do pai, ele não é filho. E é através de nossas escolhas que determinamos nossas vidas, por isso não devemos ter uma visão negativa das coisas porque Jesus nos chama a fazer um upgrade em nossas vidas.

Na quinta feira Santa, Jesus, através da da Instituição da Eucaristia, demonstrou que quer estar sempre com os discípulos e sempre conosco, Ele não nos abandonou, por isso deixou a Eucaristia, deixou a Missa para nós, porque sabia que iríamos esmorecer na caminhada. Depois, na sexta feira-santa, Ele demonstrou que, este dom supremo de Amor manifestado através de um sinal tão simples como um pedaço de pão e um pouco de vinho, de forma nua e crua deu sua vida por nós se entregando na cruz tomando sobre si nossas culpas e nossos pecados.

O discípulo cristão é aquele que faz o que o mestre faz, no evangelho de São João Jesus vai dizer “Quem crer em mim fará as obras que eu faço e ainda maiores do que essas”. Por isso devemos pedir assim: “Senhor eu creio mas aumenta a minha fé!” Jesus não morreu por nós para sermos simples cristãos que vem a Missa só para cumprir obrigação, mas para sermos grandes, sermos  luz no mundo. Deus quer que sejamos capazes de tomarmos sobre nós os pecados de nossos irmãos, amando o próximo e principalmente nossos inimigos.

Nossa limitação humana não nos capacita de assumirmos a cruz de nossos irmãos, mas quando experimentamos o amor de Deus, Jesus nos dá forças para sermos capazes. E é através de nossas falhas que conseguimos entender suas fraquezas e dar a vida por eles.  Pois não há amor maior do que aquele que deu a vida pelo seu irmão.

O cristão dá a vida pelo irmão porque sabe que terá a vida plena, assim como Jesus sabia que, depois de se entregar na cruz, teria a vida plena. Portanto devemos saber que, se com Cristo morremos, com Cristo viveremos!

AVISOS

Segundo Domingo da Quaresma – 2022


Domingo, 13 de março.


Hoje celebramos a missa solene dos coroinhas, que será realizada uma vez por mês, para que também lhes sejam transmitidos valores de fé e espiritualidade. Padre Manoel, em sua homilia de hoje, ressaltou que para conseguirmos alcançar aquilo que almejamos devemos nos esforçar bastante e, no caso das crianças, estudar bastante.

No evangelho de hoje, Jesus, em cima da montanha, se mostra aos discípulos como uma pessoa cheia de luz, porque estes estavam muito preocupados com o fim que Jesus teria. Eis que dois homens chegaram para conversar com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.

Ao saberem disso, os discípulos ficaram decepcionados, ao ponto de desejarem desistir da missão. Jesus pede para os discípulos descerem a montanha para se colocarem a serviço do Reino. Nós muitas vezes na nossa caminhada cristã enfrentamos situações de dificuldades e sofrimentos e muitas vezes caímos na tentação de querer desistir. Assim como as três tentações do evangelho do domingo passado, estas tentações vão passar por nós até o final de nossas vidas.


Mas se nós entendermos que a cruz é o momento que Jesus encontrou para estar conosco e que Ele é o Senhor da nossa história, então mesmo nas dificuldades, nas dúvidas e nos sofrimentos, seremos capazes de superá-las e de enfrentá-las. Diante disto, a Eucaristia quem irá nos fortalecer em nossa caminhada, por isso é muito importante participarmos das Missas todos os domingos.

Não podemos dizer para nossos corpos que só iremos nos alimentar daqui um mês, porque o próprio corpo vai reclamar da ausência do alimento, da mesma maneira que a nossa alma vai reclamar da ausência de Jesus Cristo que é o alimento sagrado. Por isso aos pais que irão acompanhar seus filhos na catequese, devem assumir o compromisso de participarem das missas em família, mesmo que não possam comungar por diversas razões, mas comungam espiritualmente, dando testemunho do exercício na fé.

O segundo compromisso é de que os pais participem da catequese de seus filhos, acompanhando os temas que lhes são dados, pois faz relembrar a nossa catequese e fortalece a nossa fé. No evangelho, a nuvem que desceu e envolveu os discípulos é o próprio Espírito Santo dizendo “Este é meu filho amado e escutai-o!” Significa que devemos seguir os ensinamentos de Jesus Cristo. O Papa João Paulo II nos dizia: Família que reza unida, permanece unida.


AVISOS:
• Dia 14/03 às 19h30 teremos, no clube, um jantar em homenagem ao dia das mulheres, que foi dia 8/03. Informações no CAO. Valor: R$70,00.

• Dia 29/03 às 20h haverá no clube uma palestra com Padre Antônio sobre depressão.

7º Domingo do Tempo Comum – 2022


Domingo, 20 de fevereiro.

O evangelho de hoje nos coloca à prova pois nos mostra como é difícil segui-lo. Só a graça de Deus é capaz de nos capacitar para fazer o que o evangelho nos pede. A missão de Jesus é anunciar o ano da graça, da felicidade e do amor. No domingo passado vimos no evangelho de São Lucas o sermão da planície, tão importante quanto o da montanha, sendo que o da montanha simboliza a experiência de Deus.

Quando você vai rezar em sua casa, sozinho em seu quarto, você está no monte, o monte para Deus não é um lugar geográfico e sim um lugar espiritual. Na missa estamos no monte porque é o momento de conversa com Deus, por isso o sermão da montanha tem uma conotação espiritual muito forte que começa com as bem aventuranças, mas que também é tão exigente quanto o de Lucas.

Hoje estamos na planície, a planície é o lugar do trabalho e das atividades, a gente não pode ficar só na Missa, ou só nas orações, devemos descer, ou seja, trabalhar para o reino, para que a paz e a justiça sejam maiores que ódio, que a vingança, que a guerra etc. Jesus quando pregou na planície, pregava para as pessoas que queriam trabalhar pelo reino, está falando para mim e para você que no dia a dia tem que enfrentar situações desastrosas como discussões, brigas, invejas, ódios, traições e fracassos.

Por exemplo se eu plantar uma semente de laranja pensando que eu vou colher uvas, eu irei me frustrar, porque para a lógica da natureza isto é impossível, do mesmo modo que é quase impossível o cristão produzir o mau; ele pode cair, mas logo sua consciência o alerta e ele se arrepende e se levanta, porque no batismo, a semente do bem e do amor foi plantada em seu coração. E para esta semente germinar, deve morrer em nós o homem velho, por isso devemos amar nossos inimigos, rezar pelos que nos perseguem, fazer o bem aos que nos odeiam, não pedir que nos devolvam o que tiraram de nós, e o que desejarmos que os outros nos façam, façamos também nos a eles.

Nem sempre conseguiremos realizar o que Jesus nos pede, mas não devemos desistir, é o que Padre Manoel ressaltou em sua homilia: “Que não desistamos de sermos cristãos!” pois se você conseguir ser Cristão pelo menos em um minuto das 24 horas do dia, naquele minuto, você conseguiu ser verdadeiramente cristão, assim como a semente de mostarda que é a menor de todas as sementes da terra, mas quando semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se a sua sombra. É assim também a nossa fé.

Não é só após à morte que ressuscitamos, Deus nos chama a ressuscitarmos também nesta vida, é quando morre em nós o instinto animal que é gerado quando alguém nos ofende e a gente ou ataca ou foge dele, não devemos fazer nem uma coisa nem outra porque o cristão é uma pessoa espiritualizada, pois somos conduzidos pelo Espírito Santo, quem nos dá sabedoria para lidarmos com as coisas do mundo.

4º Domingo do Tempo Comum – 2022


Domingo, 30 de janeiro.

No evangelho do domingo passado, Jesus anunciou na Sinagoga: “O Espirito do Senhor está sobre mim, Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres e hoje se cumpriram estas palavras”. As pessoas ao ouvirem isto, em vez de se alegrarem, ficaram furiosas e tentaram jogar Jesus precipício abaixo.

A primeira leitura de hoje fala do profeta Jeremias que viveu mais ou menos 700 anos antes de Cristo, momento em que Israel está prestes a ser invadido e arrasado pela Babilônia. E antes da invasão, Jeremias tem que chamar a atenção do Rei de Israel e dizer a ele para não fazer aliança com o próprio inimigo. O rei de Israel não deu ouvidos a Jeremias e este foi preso, mas depois foge para o Egito e ali ele é morto pelos próprios Judeus. Mas Jeremias foi fiel à palavra de Deus até o fim, anunciando a boa nova. No momento em que Jeremias fica com medo de sua missão ele clama a Deus: “Tu me seduzistes Senhor e me deixei seduzir, e agora todos me perseguem.”

Quantas vezes não passamos por situações onde questionamos Deus, dizendo: “Senhor onde o Senhor estava que me deixou fazer aquilo? por que você permitiu isso na minha vida e na vida da minha família?” E a gente fica decepcionado com Deus. Jeremias também passou por esta situação. Porque isso é humano, é a nossa dimensão humana que ainda não entende o propósito de Deus em nossas vidas e em sua plenitude.

E Jeremias mesmo no momento de tribulação em sua vida, toma consciência e diz a Deus: “O Senhor é meu Deus, não existe outro Deus em minha vida a não ser você, perdoe pelas minhas palavras.” E Deus diz a Jeremias: “Eu te darei forças e farei de ti uma muralha, uma parede de bronze diante de teus inimigos! E se você acreditar em mim, você será forte; mas se você tiver medo, eles te dominarão.” Essas palavras também podem ser interpretadas no nosso dia a dia quando passamos por tribulações como problemas financeiros, problemas de relacionamento, etc.

Se confiarmos em Deus, seremos fortes, é isso que Deus espera de nós. “O Senhor é meu pastor e nada me faltará!” Os homens do antigo testamento sabiam muito bem quem era Deus porque eles tinham vivido estas situações de tribulações, as escrituras não falam de uma coisa ideal, e sim de uma coisa real que o povo viveu, como o sofrimento, a amargura, a perseguição, etc. Mas este povo continuou fiel a Deus e Deus fiel a este povo.

A Babilônia, o antigo Egito, a Síria, a Pérsia, o império romano e o império Grego já não existem mais, mas o povo de Israel existe até hoje porque foi um povo fiel e Deus cuidou dele. Embora passamos por situações adversas, por situações que não entendemos, devemos sempre olhar para a Cruz e ali perceber que Deus nunca nos abandonou e nunca vai nos abandonar.

AVISOS:

Link para a inscrição da catequese: https://forms.gle/m8UTzETeayWRw7eW9

Solenidade de São Paulo Apóstolo – 2022


Terça-Feira, 25 de janeiro.


Neste dia, além de comemorarmos 92 anos de inauguração do clube e 468 anos da fundação da cidade, também comemoramos a conversão do apóstolo São Paulo. Primeiramente é importante sabermos quem foi Saulo de Tarso, que depois Deus o nomeia como Paulo. Saulo de Tarso foi um judeu muito zeloso que viveu em Tarso, aprendeu as leis aos pés do grande rabino Gamaliel. Saulo era fabricante de tendas, de classe média alta, homem de posses e dupla nacionalidade: romano e judaica.

Saulo não era tão bom como a gente imagina, era um homem terrível e fanático onde para ele a lei estava acima de tudo, sem medir esforços para que a mesma fosse aplicada, a ponto de perseguir e matar. Saulo tinha um ódio tremendo dos cristãos o qual redundava em suas mortes. É este homem quem vai até Damasco para condenar e julgar os cristãos até a morte e no caminho vê uma luz, cai por terra e ali tem uma experiência de Jesus Cristo onde este diz: “Saulo, por que me persegues?” e Saulo pergunta: “Quem és tu?” e Jesus responde: “Eu sou aquele que você persegue!”

Depois disso, Saulo começa um processo de conversão, por isso hoje nós celebramos este momento. Levou um tempo para Saulo absorver toda esta nova realidade, de um homem terrível, para um anunciador da boa notícia. Não só Saulo foi chamado a ter uma experiência do amor de Deus, mas todos nós também somos chamados a uma experiência transformadora. Por isso aquele velho ditado popular: “pau que nasce torto morre torto”, não serve para nós porque não devemos cansar de buscar a nossa conversão.

Quando colocamos Deus no centro de nossas vidas, não precisamos ser carolas, porque os cristãos estão no mundo mas não são do mundo, os cristãos comem com os pagãos, repartem as mesas com os pagãos, se vestem como os pagãos, estabelecem relações comerciais com os pagãos, mas não são pagãos. Hoje precisamos de homens e mulheres que, encontrando seus sentidos de vida, assim como Paulo encontrou (e não mais um sentido em mero cumprimento de uma lei), lutem a ponto de transformar e trazer vida às pessoas. Por isso Paulo, para nós, é um grande testemunho de homem que deu a sua vida por um ideal eterno.

Estar a serviço de Deus não é algo piegas, estar a serviço de Deus é estabelecer os relacionamentos a partir de convicções e de uma ética que não é mundana, porque com cristo somos mais que vencedores. São Paulo transformou toda a igreja e toda sua história, por isso ele é lembrado até hoje e, como São Pedro, é uma das colunas da Igreja Católica . A conversão de São Paulo deve ser para todos nós um momento para refletirmos de como podemos usar nossas vidas como instrumento de Deus para o bem do outro.

Portanto, colocar Deus no centro de nossas vidas, ou mesmo deste clube, é fazer com que aqueles valores que acreditamos e que lutamos por eles sejam para nortear nosso modo de ser e de agir (de convivência fraterna), aqui neste clube e fora deste clube. Um exemplo disso foi a maravilhosa ação de solidariedade do clube com as vítimas das enchentes na Bahia, mostra que o clube extrapola seus limites. Peçamos também a Deus pela nossa cidade para que não seja apenas conhecida pelo seu progresso e sim uma cidade mais humana onde haja espaço para todos.

3º Domingo do Advento – 2021


Domingo, 12 de dezembro.

“Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti!”

“Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças.”

No evangelho de hoje lemos sobre São João Batista, Padre Manoel em sua homilia ressaltou que em nenhum momento do evangelho São João Batista fala de religião, como por exemplo: “credes em Deus! rezem mais! sejam fiéis à Torá! etc”; enquanto a multidão perguntava a ele o que deveriam fazer. E São João Batista diz a eles para pegarem o que tinham de sobra para doar aos pobres.

Os soldados e cobradores de impostos que eram odiados pelos judeus também perguntaram a São João Batista o que
deveriam fazer e São João Batista não os discriminou, além de os acolher, disse para serem apenas honestos em seus trabalhos, como por exemplo, não cobrar impostos a mais que o necessário ou reprimir os judeus, e ficarem satisfeitos com os salários deles.

Essas pessoas na verdade estavam perguntando para São João Batista se na verdade elas tinham jeito. As vezes na vida vida espiritual, a gente experimenta o pecado e a gente faz aquela pergunta: “Será que Deus me ama, será que eu vou conseguir o perdão de Deus? será que eu vou para o céu?” O demônio não é feio como nas figuras da idade média, o demônio era um anjo de luz, que para te seduzir ele se apresenta como o mais belo.

Lúcifer significa o portador da luz, mas não a luz de Deus, primeiro ele te seduz fazendo-o pensar que você está carente e necessitado porque ninguém te ama, e você cai. Quando você cede à tentação do demônio, ele vem te apontando com o dedo dizendo: “Onde está teu deus, por que ele te deixou cair?” ou por exemplo: “Você não se dizia cristão, honesto e verdadeiro?” e por final ele pisa em você até você entrar em desespero se culpando pelo mau que cometeu.

Deus nunca fará isso conosco, Ele sempre nos resgata do pecado, como disse Maria no Magnificat: “Depôs os poderosos e exaltou os humildes”; tirou do lixo o indigente (como se tivesse nos tirado do rio Pinheiros), e nos coloca no trono. Diante dos teus inimigos Ele prepara o banquete. Por isso hoje o Senhor nos convida a nos alegrarmos.


Essas três categorias de povos: a multidão, os soldados e os cobradores de impostos, se perguntavam: “Será que também somos herdeiros desta promessa?” E São João Batista vai dizer: “Claro, vocês também são herdeiros desta promessa!” Não importa a situação que você esteja vivenciando, porque Deus vos ama desta forma. E Deus quer tirar você desta realidade. Por isso hoje esta alegria está numa promessa que vai se cumprir no Natal, onde um Deus nos amou tanto a ponto de assumir nossa humanidade, se esvaziando para assumir nossos pecados.

Deus sendo o criador do universo se esvaziou, se fez homem, para se solidarizar e estar próximo de nós. Se nós entendêssemos isso, nossa tristeza se converteria em alegria, em esperança, em ânimo. Para isso comecemos com pequenos gestos, como aconselhou São João Batista, fazendo a caridade com alegria. Quando o mundo não acredita em você, Deus acredita em você. O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo.

AVISOS

Próxima terça-feira, dia 14 às 19h00, haverá no salão paroquial de Santa Suzana, Celebração Penitencial (Confissão Comunitária), com vários padres disponíveis para atender confissão. Rua David Ben Gurion, 777.

Próximo domingo, 4º domingo do advento, será nossa última Missa, neste ano, no salão de Festas do São Paulo Futebol Clube e retornaremos no dia 25 de janeiro comemorando ao aniversário da cidade de São Paulo. As festas natalinas serão celebradas na paróquia de Santa Suzana às 18h no dia 24/12.

Dia 02/01/22 no salão paroquial de Santa Suzana às 18h será celebrada a Missa de Reis com encenação dos Reis Magos, tragam as crianças também, porque haverá uma catequese muito bonita e depois uma surpresa para as crianças.

1º Domingo do Advento – 2021


Domingo, 28 de novembro.


Estamos iniciando o ano novo litúrgico, desejando que este ano que se aproxima seja infinitamente melhor do que o que está terminando. Neste início de ano a igreja nos convida a iniciarmos a nossa caminhada olhando para o futuro, para aquilo que há de vir.

No início do evangelho de hoje, Jesus está exortando os discípulos, para que estejam preparados, porque quando vier o Filho do Homem, como já diz no livro de Daniel do antigo testamento – o Filho do Homem é o Messias, e quando Ele vier sobre uma nuvem com poder e Glória, o fim dos tempos chegou. Jesus queria que os discípulos tomassem cuidado com três coisas: A gula, a embriagues e as preocupações da vida.

A gula é umas das tentações que Jesus passou no deserto, quando Jesus diz ao demônio: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Na psicologia, a gula é tida como compulsão, a pessoa gulosa é uma pessoa que usa a comida para preencher suas angústias e frustrações da vida, é o problema da cobiça, de querer acumular para si, de querer colocar a felicidade nas coisas, nos pensamentos (porque também existe a gula de ideias). O que Jesus quer dizer aos discípulos é que eles correm o risco de acharem que a felicidade está baseada no acumulo de bens para si, não que isto seja pecado, mas tudo que é em excesso, pode ser muito perigoso para a vida. Por exemplo, de nada adianta deixar a família de lado para querer trabalhar em excesso para não faltar nada, ou seja, se escravizar.

Outro ponto que Jesus chama a atenção dos discípulos é sobre a embriagues. A pessoa que começa a beber sem controle vai ficando alegre no começo, depois vai ficando falante, depois chata e depois perde a noção. Seria como se fosse a segunda tentação no deserto, quando o demônio diz a Jesus: “Está escrito na bíblia que os anjos vão te segurar se você se jogar do penhasco” Ou seja, o demônio está querendo dizer a Jesus que se Ele não fizer isso, ninguém vai acreditar que Ele é o Messias, só porque Jesus vem de família pobre, é a tentação da história, como disse Padre Manoel em sua homilia. É o que muito de nós passamos, achando que para sermos felizes, precisamos de um milagre, como por exemplo, na nossa vida financeira, conjugal etc. Por isso tem gente que bebe porque não suporta sua história.


As preocupações da vida também são algo que Jesus chama a atenção dos discípulos, o que você deseja que aconteça na sua vida neste ano que se inicia, emprego, situação financeira melhor, saúde, paz etc? A gente pode colocar um monte de palavras aqui, mas o que você vai fazer para que isto se concretize? Antes de agir precisamos ter fé, ou seja, confiarmos em Deus, para que seja feita a vontade Dele, porque não somos nós que vamos conquistar nossos desejos, é Deus quem vai conquistá-los por nós se utilizando de nós, desde que seja a vontade Dele.

Já que a Igreja nos convida a olharmos para frente, qual é a primeira coisa que se deve passar na nossa cabeça como desejo de realização? Que Deus esteja presente em nossa caminhada! porque se Deus é por nós, quem será contra nós? Devemos dizer a Deus: “Senhor fica comigo neste ano que está começando para que eu possa ser vencedor, e me dê forças para ser obediente!” Mas para isso devemos colaborar com Deus, portanto eu sou chamado a amar, perdoar e ir ao encontro do meu irmão, porque não pode ser chamado de Cristão quem não consegue perdoar. Que comecemos o ano colocando Deus em nossa história e em nossas vidas.

AVISOS:

Hoje tivemos a graça de participarmos da Missa com 3 novos coroinhas:

Está sendo realizada a rifa de um Hoverboard infantil no valor de R$20,00 em prol do evento Juventude 360º. As cartelas estarão com a Célia no final da Missa.

33º Domingo do Tempo Comum – 2021


Domingo, 14 de novembro.


“Céus e terras passarão mas minha palavra não passará!”

Hoje celebramos o penúltimo domingo do tempo comum do ano de 2021 que se encerra no próximo domingo com a festa de Cristo Rei, estamos encerrando o chamado tempo litúrgico, a proposta do tempo comum é o crescimento na fé. As leituras dos últimos domingos vão nos conduzindo para uma reflexão do final dos tempos. Tanto a primeira leitura, tirada do livro de Daniel, quanto o evangelho, nos falam de cenas apocalípticas, onde parece que as estrelas cairão, o céu deixará de existir, a lua perderá o brilho etc. Isto é uma forma de linguagem muito utilizada no tempo de Jesus que, de acordo com Pe Manoel, não tem nada a ver com destruição.

É uma linguagem típica utilizada para explicar que as potências do mundo não prevalecem sobre o poder de Deus. Na verdade o livro do apocalipse é um livro belíssimo, de esperança, de ânimo e encorajamento, escrito no tempo de Nero que, nesta época, estava perseguindo os cristãos, e por isso o livro do apocalipse veio para animar os cristãos na fé.

Na primeira leitura, no livro de Daniel, o império grego estava reinando na Europa, no norte da África e em boa parte da Ásia, onde o imperador Alexandre Magno quis impor a cultura grega em todo lugar que ele colonizava, e quando chegou no oriente médio, onde é Israel, Alexandre Magno permitiu que as culturas e religiões locais existissem. Quando Alexandre Magno morre, começa a briga entre os generais pela sucessão do império Grego. O general Antíoco IV Epifânio, em meados de 164 antes de Cristo, quis impor a cultura grega na região da palestina com violência.


O general Antíoco IV Epifânio obrigou os judeus a comerem carne de porco só porque Judeu não come carne de porco e a adorar a estátua de um deus grego; e uma mãe judia, com seus sete filhos, diante desta imposição, incita seus filhos a permanecerem fiéis na fé, e vê seus filhos morrerem um a um.

Padre Manoel em sua homilia ressaltou que a partir do momento em que somos batizados, nossos nomes ficam gravados no livro da vida (a palavra de Deus), e que com isso nem o demônio tem poder sobre nós, a não ser que demos permissão a ele.

As dificuldades que passamos na vida, significa que ainda não é o fim, é apenas um sinal para que possamos crescer na fé e sermos reestruturados, o fim é a segunda vinda de Cristo, que tanto esperamos e a última vinda, onde Cristo finalizará a obra do Pai. Durante o tempo comum, tivemos 33 domingos para crescermos na fé, reflita em que aspecto você melhorou durante esta caminhada espiritual, pois ainda há mais uma semana antes de encerrar o tempo comum para você se preparar para o advento.